sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Até que o mundo gire ao meu redor...

O mundo é uma péssima influência para a pureza da alma. Percebi isso hoje, às 1:24 da manhã, enquanto, deitado em minha cama, revisitava tempos em que eu fora feliz e sabia bem disso.

O problema são as pessoas, influenciadoras do comportamento e influenciáveis por natureza.
Notei que, com o passar dos anos, tenho me achado erroneamente menos hipócrita, menos humilde, mais irritado, menos feliz, mais racional, menos verdadeiro, menos paciente, mais orgulhoso e mais uma vez menos humilde, não para com os outros, mas comigo mesmo. Schopenhauer tinha razão ao dizer que a humildade é uma hipocrisia, ele também devia ter horror pela não-verdade.

No todo, acredito quer o passar dos anos me deixou mais desacreditado...
Me pergunto se todas as pessoas são assim, encucadas com o mundo e principalmente consigo mesma...

O texto com certeza ficou individualista, mas eu vou passar a bola pra quem ta lendo: você é assim também ou eu preciso de um psiquiatra?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Dica Musical: Janelle Monáe

É absolutamente incrível que nesta geração apareça algum cantor ou banda que faça seu espetáculo sem uma preocupação puramente comercial! Vender é preciso, mas o puts puts de hoje em dia é in-su-por-tá-vel. Esse eletro pop cansativo faz parte da alienação do homem, incapaz de pensar sobre o que houve e porque ouve. Música que o faça sentir bem? Pode ser, mas o fato é que se você AMA música, não dá pra ouvir aquela que mente pra você (Hélio Flanders).

O que eu quero com esse post é apresentar (isso se você já não conhece) uma cantora fenomenal, talentosíssima, original acima de tudo, que não usa o corpo pra aparecer e está preocupada em contar a história que se propôs a contar em quatro atos, divididos em 3 discos. O primeiro se chama Metropolis: The Chase Suite I, o segundo The ArchAndroid e o próximo ainda está por vir. Qual é a história? Bom, se você não sabe eu não vou contar, pois, pra mim foi um choque ao descobrir que todas as músicas se interligam de um jeito impressionante!

Fica aqui minha dica musical: Janelle Monáe





[Fecha a conta e passa a régua que eu vou cuidar da conjuntivite]

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Inconsistência

E mais uma vez eu caminho pela estrada da dor e da inconsistência do ser. Às vezes parece que minha agonia não terá fim algum, se eu fosse tema de desfile, seria mórbido, chocante e agonizante. Agradeço a meu cérebro por me privilegiar com pensamentos tão intransigentes e sonâmbulos.
Ser raso é simples como pegar o telefone e magoar um coração encorajado, mas eu temo mostrar a face da verdade e machucar a mentira alheia por tempo definitivo que me leve ao estábulo dos mortos.
Tenho sede de entranhas e pendente paixão profunda pela profundidade pessoal. Quem me olha vê qualquer, mas quem me consome tenta encontrar a diferença talvez forçada que remete a tempos antigos de minha opressão, opressão que pode interferir diretamente na evolução do espírito de maneira degenerativa, falo do meu eu, de um eu confuso e ambulantemente metamorfósico, criado para o consumo e livre arbitrado para uma vida de pensamentos e sonhos. Hoje sou eu, amanhã posso ser outro, me rasgo a massa de pensar e abomino a não-verdade, se quem está aqui não está disposto a se abrir, minha influência, agora externa, se torna inútil e, sendo inútil, procedo afogado na minha insustentável inconsistência do ser...

Porque a maconha não é legalizada

A sociedade está afogada no que dita a mídia e a indústria. Cada vez mais as pessoas estão sendo condicionadas a aceitar o que a INDÚSTRIA quer. Somos, portanto, consumidores treinados.
O cigarro tem uma indústria, aliás, o cigarro tem diversas indústrias. O que vende por aí é o cigarro de filtro vermelho, o branco, o de cravo, o de de menta, o forte, o fraco, o light, o de dois sabores. Aí vem o adesivo pra parar de fumar, a pílula, os remédios do pulmão, o tratamento pra parar de fumar, os remédios, os remédios e os remédios.
A bebida alcoólica tem diversas indústrias também. Tem o rum, o gin, a vodca, a tequila, a cerveja, o saquê, o absinto, o vinho, o whisky, os licores, cidra, o champagne, a cachaça, o vermouth, a grappa, os remédios para o fígado, o tratamento pra parar de beber, os remédios, os remédios e os remédios.

Tudo isso movimenta a indústria e o governo. Empresas de cigarro e bebida pagam um imposto altíssimo por estarem sendo vendidos em todos os lugares, NUNCA vão proibir o cigarro e o álcool, NUNCA vão falir essas empresas e ainda eliminar dinheiro de imposto, portanto, NÃO vão legalizar e maconha tão fácil porque não tem indústria! Você compra a maconha e paga imposto pra quem?
Não é interessante pro sistema vender a maconha como uma coisa que não faz mal à saúde porque a maconha não paga imposto!
Está mais do que provado que o cigarro mata, o álcool mata, e vão continuar matando. Pro sistema também é interessante ter trabalhadores que bebem, pois a bebida aliena o homem, não o leva a pensar, coloca-o em estado de transe e o faz acordar no dia seguinte com o cérebro explodindo. O cigarro tem substâncias absolutamente tóxicas que levam ao vício, o que alimenta empresas como a Souza Cruz e as fármacas.
A maconha abre a mente e coloca o homem em estado filosófico, alterando o sistema nervoso, causando relaxamento e alívio de dores. Ninguém morreu por uso de maconha, ninguém matou por uso de maconha e o mal que ela faz está associada ao excesso, como tudo que existe no universo, afinal, tudo que é usado em excesso faz mal.
Neste caso, o sistema vai marginalizar os usuários e pintar a pior cara que conseguirem da maconha, tudo porque eles não sairão beneficiados com a compra e a venda da planta. Desde sempre a maconha é mal vista. Pessoas que ganham dinheiro vendendo a "droga" só fazem isso por não dispuserem da mesma condição social que você que está lendo este texto. Se a sociedade fosse igualitária, não teria porque ganhar dinheiro de uma forma considerada suja, pois ninguém precisaria disso!

Agora, esqueça todos os preconceitos sobre a maconha que foram colocados na sua cabeça e pense: não faz sentido?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cara Estranho

Somos todos seres mascarados, fingidos e com dificuldade de viver... se você não é assim, por favor, pule este texto e veja a Copinho Produções... falo de profundidade, algo que parece ter se extinguido das pessoas.
Não sei onde anda a sinceridade, onde anda a verdade, estamos sendo enganados o tempo todo por pessoas casa vez mais mascaradas, que ocultam a própria infelicidade e só reclamam do que não tem importância, do que ninguém liga, só falam de sua vida e tem ouvidos fechados para outras bocas.
Um sorriso e um "tudo bem" resolvem toda a situação, mas que importa? Ninguém lhe pergunta "tudo bem?" querendo realmente saber se ta tudo bem ou não. E se a outra pessoa começar a falar, pronto, ela vai ser taxada de resmungona!
Ouvimos tudo superficialmente, não analisamos os fatos, achamos as pessoas fáceis e a vida corriqueira. NÃO! A vida não pode ser corriqueira, eu não quero a vida corriqueira, comum, normal, igual...

Perdi a fé no homem, perdi a fé na vida e penso seriamente em acabar com tudo isso, em fugir desse planeta que eu pareço não me encaixar, e não falo com máscaras, pelo contrário, estou tentando me desfazer delas, mas parece que é impossível sobreviver sem ser FALSO como todas as pessoas são! Não falso no sentido de falar algo e pensar outra, mas no sentido de viver superficialmente, aceitando o que ta bonzinho, galgando a razão de existir no "de boa".

Todo mundo diz que é de bem, ou que é irredutível, que é foda, todo mundo espera ser aceito, ainda quando finge não se importar com isso. Vai ver estejam todos querendo viver uma vida ilusória retratada em todos os lugares, pois, na minha opinião, a vida é como um grande perfil de Orkut, onde você mostra a sua melhor cara, exclui seus defeitos, e se faz poderoso... por outro lado, vamos levando a vida com a barriga, de qualquer jeito, chorando a morte de quem se foi e lamentando o governo de quem está.

Porque um homem não recompensa o outro, ao invés de ficar buscando suas próprias recompensas em cima daquele?

Estou tentando desenrolar este nó, nesse momento, e a sensação que tenho é que a "busca" nunca vai terminar, e não venha me dizer que esse é o barato da vida, o barato da vida é a cannabis e a hipocrisia é não conhecimento!

Falo DESTE tipo de cara, o cara estranho:

Você muda você?

sábado, 10 de setembro de 2011

Show do Vanguart #2

Ontem eu fui em mais um show do Vanguart no Studio SP e encho a boca pra dizer que nem parecia aquela banda que um dia eu presenciara no mesmo lugar há um tempo: a frente do palco estava disputada, o lugar lotado de gente que cantava convulsivamente as músicas do novo disco e enlouqueciam com as antigas, dezenas de admiradores, as tietes de sempre, uísque, água e cerveja e toda a atenção voltada para aqueles artistas, vindos de Cuiabá para fazer música séria e poesia com sua performance folk/rock contemporânea.

Em meio aos elogios já fiz uma crítica, aqui no blog mesmo, sobre um dos shows deles que vira no Centro Cultural, mas acho que essa é a hora de me redimir...

Todos os integrantes da banda estavam ali por inteiro, dando tudo de si, acreditando em sua arte e nós, meros espectadores, tomando um banho de inspiração e sentimentos. Hélio Flanders, muito sincero, encantou a todos, como sempre, e fez nossa noite mais uma vez bonita.


[Você não pode ouvir música que ta mentindo pra você!]


Saiba mais:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Copinho Produções - Tela do Prazer

Desde Dezembro de 2010 a Copinho Produções passou por uns problemas financeiros e não realizou mais vídeo nenhum, mas agora as vacas gordas começaram a cair do céu e numa produção rica, de câmeras de alta qualidade e com o prestígio que só cresce no mercado, a produtora criativa, independente e o escambau volta com sua mais nova produção: Tela o Prazer, contando um drama com a atriz consagrada Coraline Soares!

Exclusivo no blog:


Outras produções:

domingo, 28 de agosto de 2011

Mão Grande

O Que: Quase assalto
Onde: Em São Caetano do Sul
Quando: Ontem
Quem: Eu, o quase assaltante e dois prováveis cúmplices, três viaturas com sete policiais, uma mulher gostosa e uma piadinha.

Dificilmente eu vou mercado da minha cidade, ainda mais aquele mais próximo da minha casa, recém-inaugurado, jardim na entrada, parede espelhada, passarelas rolantes, lojas no térreo... enfim. Era oito e meia da noite, eu estava sentado em cima da mureta do jardim, entre o portão e as portas de vidro de entrada do mercado. Esperava duas amigas (atrasadas) e, comumente, comecei a brincar com um joguinho incrível no meu celular novo. Não deu dez minutos quando um cidadão, desprovido de sublimidade, pulou em cima de mim gritando pra eu entregar meu celular pra ele. Instintivamente, tirei o celular de seu alcance, me esquivei de suas mãos que tentaram agarrar meu cabelo e entrei no mercado.
- Eu ainda vou te roubar! - bradou o infeliz, frustrado, puto da vida, indo-se embora. Encarei ele com todo o carão que consegui reunir e ele se foi. Percebi uma movimentação estranha ao meu lado e avistei uma garota lamentando algo, meio desesperada, com um outro cara, que passou por mim, também me olhando feio, muito feio, feio até demais.

Me posicionei ao lado de uma das lojas do térreo e, com meu celular seguro na mão, liguei para a polícia. Enquanto explicava a atendente o que ocorrera, observei o casal entrar no banheiro, subir ao mercado, descer sem nada e, quando estavam indo embora, três viaturas chegaram.
Expliquei o que havia acontecido, informei as características, eles deram uma volta pra procurar e no fim, acabei pedindo pra me deixarem em casa.
No meio do caminho, um dos policiais olhou pra uma mulher que passava na calçada e comentou conosco, enquanto o que estava dirigindo mexia no GPS:
- Nossa, que bunda grande... que mulher gostosa - ele se virou pra mim. - Gosta de mulher?
- Não - respondi sem crise e nós três rimos.
No todo eles foram muito simpáticos. Comentaram sobre a forma dos assaltos, enquanto uma senhora chegou de carro em sua casa e foi abrir o portão enquanto deixava o carro aberto, apontando-a como exemplo vulnerável. Disse a ele que a gente nunca tem o que fazer pra se proteger. O policial considerou a probabilidade de aquele cara que quase me assaltou não ser da cidade, mas das regiões vizinhas. Achei pouco provável e quis comentar sobre a falsa sensação de segurança que a mídia mostra de São Caetano do Sul, mas preferi não gastar o meu latim. Quando desci na calçada da minha casa ele me perguntou se eu teria coragem de reconhecer o cara se eles o encontrassem. Respondi que sim. Minha amiga passou por mim e no fim fomos pra casa e pedimos uma pizza mesmo...

Refletindo, depois que contei para os meus amigos que chegaram, percebi que saltei e corri sem nem lembrar da dor excruciante que consumia minhas costas, mas senti-a latejando quando sentei no meu sofá, já longe de assaltantes e policiais. Não fiquei com medo, não fiquei assustado, primeiro eu fiquei confuso achando que se tratava de alguma brincadeira, fiz toda a minha ação sem nem acreditar que aquilo estava acontecendo naquela hora e naquele lugar e por fim acabei com meu sistema nervoso piscando seu alerta vermelho. Quando entrei no mercado e o cidadão me encarou, eu senti que, se ele viesse pra cima, a gente ia se atracar! Afinal, como dissera um dos policiais das três viaturas que chegaram, a tentativa de assalto foi à mão grande, e eu não ia permitir que me roubassem um dos frutos do meu trabalho suado (beeeeem suado!). Não pude fazer nada quanto aos outros que eu desconfiava ser cúmplices, afinal, a polícia não trabalha com suposições, por outro lado, a menina que estava junto com eles mora a uma quadra da minha casa e eu não consegui deixar de pensar em ameaçá-la, se alguma coisa acontecesse comigo, a polícia a procuraria primeiro, mas por fim, me contentei em comer minha pizza reunido com meus amigos em segurança e com meu celular na mão.

Fecha a conta e passa a régua que eu vou tomar cuidado!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mais uma do capitalismo

Ontem entrou uma mulher no trem, como uma criança no colo, pedindo dinheiro pra comprar alimentos pras suas outras duas crianças, todos moradores de um barraco, sem gás há três dias. Nesta hora me bate a dúvida, dou ou não? Confio ou não? Esse papo de você dar, não importando o que ela vá fazer depois, não cola... ou cola?
Tendo recebido o meu pagamento no dia anterior e com todas as minhas idéias revolucionando meu modo de pensar, não pude deixar de reparar e odiar o modo como os bastardos do capitalismo se aproximam de nós, como desgraçados da vida, mendigando a necessidade básica do homem. Minha mãe sempre me ensinou a agradecer pela nossa vida ao vermos gente assim... NÃO! Isso é muito egoísta!
Meu pensamento antigo em relação a isso era o de não dar, pois quem tem braço e perna, pode trabalhar, por outro lado eu não conheço a vida e a rotina dessas pessoas, eu não sei nem quem eu sou direito, ainda mais tentar adivinhá-las...


Mas e aí? Você dá ou não? E por que?